Mais uma ação contra o cigarro

O cerco ao cigarro ganha novos contornos. Depois de proibir que os funcionários fumem dentro dos escritórios, algumas empresas norte-americanas estão deixando de empregar candidatos que declaram ser fumantes. Segundo o jornal espanhol El País, não basta o candidato dizer que não fuma. Para ter certeza que ele fala a verdade, ele é submetido a exames, como sangue, saliva e urina, que rastreiam a presença de substâncias químicas presentes no cigarro. A medida vem recebe críticas, claro. Os críticos dizem que as empresas não estão preocupadas com a saúde do funcionário. Estão de olho nos custos por trás do hábito de fumar. É sabido que ele provoca uma série de doenças, como alguns tipos de câncer, por exemplo. Um funcionário doente custa caro para a empresa porque se ausenta. Além disso, o funcionário fumante tem de deixar o seu posto para ir até a calçada fumar. Essa saída, dizem os empregadores, compromete a produtividade da equipe.

A briga entre trabalhadores fumantes e empregadores está apenas começando nos EUA, país onde um em cada cinco adultos fuma. Os apreciadores da fumaça argumentam que têm o direito de fumar porque o cigarro não é ilegal. Na outra ponta, os empregadores mostram números irrefutáveis: só no estado de Massachusetts, que começou a rejeitar os fumantes, 8 mil pessoas morrem por ano em decorrência de doenças provocadas pelo hábito de fumar, segundo a Associação dos Hospitais Massachusetts.

Diante de tais dados e das comprovações dos efeitos negativos do cigarro no organismo, o que vale mais vale? Fumar ou largar o vício e optar por hábitos de vida mais saudáveis, inclusive para não prejudicar a carreira profissional? Ala Szerman já alertou em sua matéria sobre a influência do fumo no envelhecimento precoce da pele. Está na hora de se pensar em mudança de hábitos, não é?

Até a próxima coluna !

16 anos de experiência no jornalismo

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