Mastigação – A Saga de Horace Fletcher

Gradualmente seu esôfago passou a recusar aquilo que não fora bem mastigado e insalivado (melhoraram seu reflexo de deglutição e de engasgo) e se sentia saciado com menos comida (seu reflexo da saciedade melhorou). Esta satisfação também durou mais tempo. O seu desejo por alimentos ricos em proteína, apimentados, doces, álcool, café e chá diminuíram e ele passou a preferir uma variedade de alimentos simples e naturais (sua seletividade aprimorou-se). Seus amigos preocupados ficaram alarmados com sua perda de peso e disseram a Fletcher que ele não parecia bem. Ele, porém se orgulhava disso.

Após 5 meses de disciplinada mastigação, suas queixas haviam desaparecido e sua sensação de bem-estar estava o tempo todo elevada. Ele quebrou recordes de força e resistência quando tinha 50, até mesmo 60 anos de idade, e isso com uma dieta de 1600 calorias, ao invés das 3400 cal/dia recomendadas oficialmente naquela época.

Testes realizados por vários cientistas e nutrólogos mostraram que seu metabolismo estava bem equilibrado e que ele tinha bom tônus e resistência muscular. Fletcher foi examinado pelos Prof. Foster e Gowland-Hopkins da Universidade de Cambridge, pelos prof. Pickering-Bowditsch e Chittenden da Universidade de Yale e pelo prof. Fisher dentre outros [2].

Claro que os resultados de Fletcher não podem ser esperados em todo e qualquer caso. Não podemos  recomendar este método como regime ou tratamento. Mas a simples mastigação e insalivação dos alimentos de forma apropriada pode aliviar o sistema digestivo e trazer uma melhoria fundamental na saúde global [1].

Outros estudos sobre Fletcher e sobre a mastigação já foram realizados. Aguarde a minha próxima matéria.

Referências Bibiográficas:

[1] Rauch, E. Die Darmreinigung nach Dr. med. FX Mayr. Heidelberg: Haug, 2001.

[2] Fletcher, H. How I Became Young at 60. Edmund Demme Verlag, Leipzig 1924.

Por:  Dr. Claudio Barbosa

Médico com títulos de especialista em Nutrologia . . .

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