Depressão, o lado cinza da alma

A luz e a sombra coexistem em tudo no Universo. Uma precisa da outra, nada existe sem seu antagonista para que possamos percebê-las. Quando ocorre o desequilíbrio passamos a vivenciar somente um desses lados e isso intoxica nosso ser, a fim de que isso nos impulsione a buscar novamente a estabilidade entre eles. Quem já viu a vida sem cor alguma, sabe que estou falando do mal do século, a depressão.

Quando estamos deprimidos, a mente nos sabota, se acomoda, adoece e mina toda e qualquer vitalidade que possuímos. Até buscar ajuda passa a ser um desafio enorme, já que não vemos cor em lugar algum.
Todo o funcionamento do organismo sofre com esse mal, acabamos por andar de cabeça baixa, e essa postura de ombros arqueados para frente e para baixo, o pescoço caído, torna o fardo ainda mais pesado. Carregar o corpo passa a ser penoso e temos vontade de ficar parados. Tornando-nos estáticos dia após dia.

Quanto mais parados, mais cansaço sentimos.  Para descansar sentimos muito sono, afinal ele é um grande repositor de vitalidade. Sobretudo quando a vida está cinza, a mente fica obscura; acordamos ainda mais cansados de um sono agitado, de um sono sem sonho para uma vida morna.
Voltamo-nos para o passado e nos lembramos de momentos de profunda felicidade e sentimos que não soubemos aproveitá-la. Então, caímos um pouco mais para esse poço que parece não ter fim.

Nosso físico começa dar sinais de desgaste, pois a cor cinza vai se alastrando por toda aura. Doenças muito comuns dos depressivos são: Infarto, Acidente Vascular Cerebral, Doenças autoimunes, Diabetes, Frigidez, Distúrbios gastrointestinais, etc.
A pior enfermidade de todas é o medo do futuro, o medo que impede você de desejar, de sonhar, de seguir em frente e começar a viver de novo.

Quando somos tocados, todas as nossas células reagem positivamente acabamos por sentir que nosso templo sagrado precisa de amor tanto quanto nossa alma de luz.
A cor cinza vai sendo substituída por cores mais amenas, mais azuis e violetas e aos poucos a vida vai voltando a ter brilho próprio. Assim que o desejo, sentimento que nos impulsiona a viver, vai aumentando cresce com ele a vontade de abandonar o que turva nossa visão.
Começamos a apreciar os raios de sol e dá uma vontade danada de aquecer nossa pele; e tão logo tudo clareia e começamos a nos incomodar com as sombras escuras, passamos a buscar mais luz, mais cor e ajuda de que tanto precisamos.
O equilíbrio volta e a luz e a sombra voltam a dançar em nossa alma, numa dança sincrônica, bela e saudável.

Viva a vida com cores e amor!

 

criancasdasestrelas.blogspot.com.br

Advogada, Pós graduada em Marketing e Naturopatia. . .

 

 

 

 

Imagens: 1-Nanita  2-Photl.com

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