O Yôga é bem diferente do que você pensa.

Thais Lopes Tudo o que a maior parte das pessoas imagina que o Yôga seja, ele não é. Se você pedir a um amigo bem informado para escrever dez frases diferentes para definir e classificar o Yôga, é bem provável que em dez ele errasse... as dez! Mas não fique decepcionando: muitos praticantes de Yôga cometeriam erros semelhantes. Prepare-se para grandes revelações!


1) Yôga é uma palavra masculina. Não se diz ?a yóga?, como querem alguns dicionaristas brasileiros, Yôga é um termo masculino, pronuncia-se com ô fechado, escreve-se com Y e jamais com i. A esse respeito, leia os esclarecimentos no livro Tratado de Yôga, da academia das Ciências de Lisboa; o Dicionário Enciclopédico Verbo; e o Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora. Todos registram Yôga com y e no gênero masculino.
Quanto ao acento circunflexo, confirme a sua existência nos livros Aphorisms of yôga , de Srí Purôhit Swámi, editora Faber & Faber, de Londres; Léxico de filosofia Hindu, de kastberger, editora Kier, de Buenos Aires; e Poemas do Senhor (tradução do bhagavad gítá), de Vyása, editora Assírio e Alvim, de Lisboa, acento cuja presença é ratificada pela Encyclopedia Britannica.


2) O Yôga é Filosofia. Embora produza efeitos expressivos sobre a saúde, o Yôga é classificado como filosofia e não como terapia como declaram alguns equívocos autores.
Os superlativos benefícios que o Yôga proporciona, devem-se ao fato de que o praticante está executando técnicas corporais inteligentes, treinando respiratórios, administrando o estresse, superando o sedentarismo, aprendendo a alimentar-se melhor, a explorar seu potencial interior, etc.
Impressionante seria se, com isso tudo, a saúde, a energia e o auto-esculturamento não respondessem com um forte incremento. Mas não se deve procurar o Yôga quando se está doente e sim antes. Lembre-se: Faça Yôga antes que você precise. Natação também é boa para a coluna e para asma, mas não é classificado com terapia e sim como esporte.


4) O Yôga energiza! Não confunda reduzir estresse com acalmar. Karatê também reduz o estresse, mas não acalma. Nos textos antigos da Índia, o Yôga é associado com conceitos de força, poder e energia. Jamais com o de calma ou passividade. O que ocorre é que uma pessoa forte, em geral, tem um comportamento mais sereno, pois em sua força não precisa se auto confirmar, como quem se sente ameaçado. O praticante de Yôga não deve ser calmo, mas sim, forte e dinâmico.


5) Existem 108 modalidades.

 No Brasil, temos mais de 50 ramos. Nem todos os tipos de Yôga são bons. Alguns são autênticos, porém outros são falsos ou deturpados. As modalidades de Yôga geralmente não são compatíveis entre si. Quem pratica um Yôga não deve misturá-lo com outro. Deve-se buscar um com o qual se identifique mais e dedicar-se exclusivamente a esse, sem mesclas. É importante que você se dedique a um só caminho. Quem põe um pé em cada canoa não navega mais rápido: cai na água! Todos os caminhos levam a Roma, mas você só pode trilhar um de cada vez. Reflita bem. Está na hora de você decidir se é este caminho que você deseja trilhar.

6) O Yôga é estritamente prático.


 Quando você executa as técnicas, isso é Yôga. Quando fala sobre elas, não é. Toda a teoria que colocamos nos nossos livros ou que outros autores puseram nos deles são apenas acervo de técnicas, orientação prática, regras, terminologia, comentários, histórico, opiniões pessoais etc. O Yôga é a prática. A fundamentação teórica do Yôga chama-se Sámkhya. O Dicionário Aurélio confirma : Yôga é a pratica da filosofia Sámkhya. O estudo, os testes e exames são necessários para que você saiba o que está fazendo e faça da maneira correta.

7) O Yôga é dinâmico. É lindo. É forte.

Leia mais sobre isso no livro ?O Programa do Curso Básico? do Educador DeRose.

Quer praticar?   Yôga no BuddhaSPa

Thais LopesPor: Thais Lopes

Instrutora de SwáSthya Yôga . . .

 

 

Imagem superior:  ©thais lopes


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