Glúten e leite: mitos ou ciência?

Dra Thaisa Albanesi responde: o leite e o glúten são ou não alimentos tóxicos?

Muito se tem comentado sobre o impacto na saúde do consumo do glúten e do leite. Desde o início do ano até agora, este tema foi capa das mais renomeadas revistas no país, como Claudia (Dieta sem glúten e sem leite para emagrecer); Boa Forma (Dieta sem leite – Abril: Dieta sem glúten - agosto); Época (Pão sem trigo / dieta do trigo - comida do futuro) e diversas outras.

 

leite e derivadosA questão é que poderíamos discutir uma infinidade de artigos sobre o assunto, pois diferente de qualquer "dieta da moda", as degenerações que estes alimentos causam na nossa saúde são extensamente comprovados pela ciência e sentidos na prática. Isto porque somos muitos mais lácteos hoje em dia do que há algumas décadas, pois mesmo quem não consome o leite diretamente, ingere, em grande frequência, algum de seus derivados: queijos amarelos, branco, requeijão, yogurtes, manteiga, margarina, creme de leite, cream cheese, etc, o que nos configura como os únicos mamíferos que, na idade adulta, ainda continuam consumindo leite e com um grande detalhe: de outra espécie! Imaginem a confusão que isto não causa no nosso processo digestivo.

 

 

trigo derivados

O glúten, presente no trigo, na cevada, na aveia e no malte, que é uma proteína tão grande a ponto do nosso corpo não conseguir digerí-la, passando intacta pelo nosso estômago e ao entrar em contato com as paredes do nosso intestino, causa uma grande irritação local, um verdadeiro processo inflamatório, aumentando a permeabilidade do intestino para que ela passe para a corrente sanguínea ao invés de ser eliminada, assim como diversas toxinas advindas da alimentação e que naturalmente nosso intestino eliminaria. E os fragmentos desta proteína mais as toxinas na circulação, começam a ser distribuídas aos mais diversos órgãos, causando intoxicações locais e má funcionamento. Além disso, o glúten, ao longo dos anos, vem passando por tantas transformações genéticas para o aumento da produtividade, que o seu grau de toxicidade pode ser ainda triplicado ao que era antigamente.

E pasmem: ao contrário do que se acreditava antigamente que apenas as pessoas intolerantes ao glúten, portadores da doença celíaca, é que se beneficiariam com a sua retirada da alimentação, qualquer indivíduo tem a sua saúde abalada pelo consumo de glúten, e a retirada desta proteína como da do leite (beta-lactoglobulina – não digerida também pelo corpo, passando pelo mesmo processo do glúten no nosso intestino), mesmo que por alguns períodos, traz inúmeras vantagens à saúde, sendo as mais exuberantes para pessoas que querem emagrecer ou com problemas associados ao excesso de peso; para indivíduos alérgicos, seja por processos respiratórios, alimentícios ou de pele (sabe-se hoje que um dos maiores causadores de acne é o consumo de leite e derivados na dieta); para aqueles que sofrem por problemas inflamatórios gástricos ou intestinais; de oscilações frequentes de humor; fadiga crônica; entre outros.

Doenças causadas pelo consumo de alimentos tóxicos?

Um dos mais renomados médicos dos EUA, médico de celebridades como Gwyneth Paltrow, Alejandro Junger, tem documentado em seus livros e artigos científicos centenas de casos de doenças crônicas como depressão, diabetes, doenças cardiovasculares, alergias, doenças autoimunes, infertilidade e até cânceres, atribuídos pelo excesso de toxinas no organismo e a sua cura através da retirada destes alimentos tóxicos.

Na mesma linha está o cardiologista norte-americano William Davis, citado recentemente na revista Época, que em seu livro "Barriga de Trigo" aponta como o grande responsável pelo agravamento e surgimento de obesidade, diabetes, doenças intestinais e do coração são devido à presença do glúten em nossa alimentação.

A ciência tem papel indiscutível em relação ao conhecimento, porém, muito além dela, vivendo na prática, as mais diversas affecções, crônicas e agudas, sendo eliminadas do corpo com a eliminação de toxinas, com o estabelecimento de uma "alimentação limpa".

Busto romano de HipócratesAtravés de avaliações específicas e realização de exames laboratoriais funcionais, detecto no consultório desde leves sintomas que vão minando a qualidade de vida diária das pessoas, até casos mais severos de alergias crônicas, dificuldade em se perder peso, níveis de estresse extremamente elevado, doenças inflamatórias gástricas. E que, quando iniciamos uma dieta específica, substituindo alimentos que contém glúten, como pães e massas, por tapioca, pães sem glúten, bolacha de arroz, arroz e feijão como prato principal, leguminosas e etc, e o leite e seu derivados, por leite de amêndoas, leite de arroz, azeite extra-virgem no lugar da manteiga, etc, e com a reposição adequada de nutrientes para cada indivíduo, estas “alterações” orgânicas ou desaparecem por completo logo nas primeiras semanas de tratamento ou diminuem drasticamente a sua intensidade, o que nos leva a perceber que Hipócrates, o "Pai da Medicina", mesmo sem nem imaginar os recursos que possuímos hoje, já pregava como a base da medicina:

"Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio".

 


Dra Thaisa Albanesi SantosPor: Thaisa Albanesi

Responsável pelo Wellness and Health Center do Buddha Spa Ibirapuera

Médica Nutróloga, membro da American Academy of Anti -Aging Medicine...

 

 

 

 

Imagens: Photl.com

 


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