Estresse e qualidade de vida

A atividade profissional e os fatores que mais contribuem para o estresse elevado.

Quando o Gustavo Albanesi, diretor do Buddha Spa,  me convidou para colaborar aqui no site aceitei com felicidade porque o assunto que vem instigando a minha curiosidade de jornalista nos últimos anos é o funcionamento do corpo humano e como conseguimos mantê-lo saudável. Quando lemos -ou ouvimos- médicos, terapeutas, fisiologistas afirmarem que somos uma máquina, acredite, somos! Milhões de pequenas células agrupadas compõem o nosso corpo - do fio de cabelo às unhas do pé, passando pela pele, órgãos internos e até hormônios. Essas células funcionam em sintonia, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Sem parar. Sem descanso. Sem férias. Se é preciso uma imagem para cristalizar esse trabalho ininterrupto, pense num trem ou num navio em movimento eterno, que apenas reduz a velocidade em alguns momentos do dia. Esse é o corpo humano. E poucos fenômenos são capazes de interferir em seu funcionamento a ponto de reduzir drasticamente a velocidade e a eficiência desse trabalho. Um fenômeno nocivo é o estresse. Pesquisas recentes da psicóloga Marilda Emmanuel Novaes Lipp mostram que o estresse atinge cerca de 40% da população brasileira (último dado do IBGE mostra que somos mais de 190 milhões de brasileiros). O estresse pode ser causado por fatores internos como ansiedade, competitividade, falta de assertividade, além de pessimismo, ou ter pressa demais, entre outras razões.

 

Trabalho que suga

 

Fatores externos também provocam reações muito além do limite do organismo. As principais, segundo o estudo Stress e qualidade de vida: influência de algumas variáveis pessoais, das psicólogas Maria Angélica Sadir, Márcia Maria Bignotto e Marilda Emmanuel Novaes Lipp, são ligadas à atividade profissional, ao trabalho. Entre elas estão o autoritarismo do chefe, a desconfiança, as pressões e cobranças, o cumprimento do horário de trabalho, a monotonia e a rotina de certas tarefas, o ambiente barulhento, a falta de segurança, perspectiva e progresso profissional e a insatisfação pessoal. Para Marilda, alguns estressores típicos dos trabalhadores brasileiros são: sobrecarga de trabalho e na família, lidar com a chefia, autocobrança, falta de união e cooperação na equipe, salário insuficiente, falta de expectativa de melhoria profissional e o próprio cargo exercido pela pessoa. Segundo estudiosos do assunto, homens e mulheres são afetados pelo estresse, mas o gênero feminino tem um pequena desvantagem. O que significa que a ala feminina é um pouco mais estressada que a masculina.
Uma série de razões são apontadas para essa desvantagem feminina, mas duas ganham destaque: dupla jornada e salário inferior ao masculino quando desempenhada a mesma função e com o mesmo cargo.

Reações em cadeia

O resultado no corpo das reações exageradas sobre o organismo é o aparecimento de doenças que diminuem a qualidade de vida e a produtividade da pessoa. Segundo as autoras do estudo, as consequências de altos níveis de estresse crônico não são poucas e a maioria dolorosa. São elas: licenças médicas e absenteísmo, queda de produtividade, desmotivação, irritação, impaciência, dificuldades interpessoais, relações afetivas conturbadas, divórcios, doenças físicas variadas, depressão, ansiedade e infelicidade na esfera pessoal. Todos esses efeitos são altamente nocivos até para a auto-estima das pessoas. A saída é buscar orientação profissional. Para as pesquisadoras a implantação de programas de promoção da saúde física e emocional, como uma atenção maior ao estresse, mostra-se benéfica e necessária. Menosprezar os efeitos das reações é a pior atitude, podendo comprometer ainda mais o funcionamento da máquina humana. Ela é única. Cuide bem dela.

 

Patricia Cerqueira Por: Patricia Cerqueira

Comer para Crescer

Com 16 anos de experiência no jornalismo...


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